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16 de Agosto de 2022
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    Pós-graduação - Fazer ou não fazer?

    Advocacia na prática

    Matheus Adriano Paulo, Advogado
    Publicado por Matheus Adriano Paulo
    ano passado

    Ano após ano costumamos sempre fazer a mesma pergunta: Como que eu posso melhorar dessa vez?

    Ou seja, como que eu posso ser melhor e mais qualificado para o mercado de trabalho?

    Ou uma pergunta mais sincera ainda: Como eu posso fazer para atrair mais clientes na minha advocacia?

    Bom, primeiramente, é preciso dizer que eu sempre costumo ter muito bem definido os meus objetivos de médio e longo prazo.

    Pensar no futuro deve ser sempre uma prioridade, ou seja, de que modo o que eu estou fazendo hoje vai me oportunizar alcançar o que eu quero do meu futuro amanhã?

    Por essa razão, resolvi falar um pouco sobre a pós-graduação.

    Fazer uma pós-graduação latu sensu (ou seja, especialização propriamente dita) é fundamental por inúmeras razões.

    O objetivo intrínseco da especialização é adquirir novos conhecimentos, aprender mais sobre alguma área e se tornar um especialista naquela área.

    Outro objetivo intrínseco é melhorar o currículo e com isso conseguir pontos em concursos públicos, vagas melhores em escritórios de advocacia, etc.

    Assim, com maior bagagem, o profissional se mostra uma pessoa interessada em evoluir na sua educação, conhecimento e atuação. Em outras palavras, se destaca por ser uma pessoa preocupada em estar cada vez mais qualificada.

    Só que não é por isso que eu acho que você deve fazer uma pós-graduação!

    Isso é 10% da pós. O que importa mesmo, na minha opinião, são os objetivos extrínsecos, ou seja, aqueles que acontecem como consequência de uma especialização, mas estes 90% só é possível em uma pós presencial.

    Se você procura uma pós-graduação presencial, você terá contato com pessoas que tem o mesmo interesse que você. É essa rede de contatos que importa!

    O “networking” é a peça-chave da advocacia de resultado. Mas não basta “fazer”, tem que participar!

    Como assim?

    Eu lembro que quando eu fiz a minha pós em direito empresarial, eu conheci pessoas que são grandes amigos até hoje.

    Esses amigos se tornaram parceiros da advocacia e ainda hoje, depois de quase 05 anos, ainda temos parcerias ativas e discutimos algumas ações.

    Eu sempre comento que a minha advocacia é 70% parceiros e somente 30% cliente final, ou seja, 70% da minha receita vem de parceiros que enviam casos para o meu escritório.

    E isso não aconteceu da noite para o dia, foi uma construção de longo prazo, e que hoje me proporciona esse tipo de resultado.

    Assim, é importante sempre olhar para a pós-graduação como uma oportunidade sim de se especializar em algum assunto (Empresarial, Imobiliário, Processo Civil, dentre outros) mas principalmente como uma “porta” para novas oportunidades, novas amizades, novos parceiros de negócio.

    Veja: Você não precisa entrar na pós pensando: “Meu deus, preciso oferecer minha advocacia para esses caras!”, não é isso!

    O que quero dizer é que o networking flui naturalmente, você acaba aprendendo e fazendo amizades que te proporcionam parcerias.

    Os próprios professores podem se tornar grandes amigos e parceiros de negócios, que foi também uma realidade minha.

    E eu nunca fui aluno “destaque” não, é só por que eu gostava muito de conversar e dessas conversas surgiram uma troca de telefone e disso surgiram algumas parcerias também!

    “Ok, mas e uma pós online?”

    Bom, a pós-graduação EAD ou ONLINE não te entrega o “networking” de qual tanto falei.

    Não significa que não é importante, mas eu faria a seguinte estratégia:

    1. Acabei de me formar: Faço uma pós-graduação presencial.

    2. Já fiz uma pós presencial: Agora sim, faço uma pós EAD para me aprofundar no nicho de mercado que eu escolhi me tornar especialista.

    É que a pós EAD vai te entregar somente aqueles 10%, ou seja, dificilmente você terá contato com outros alunos e só conquistará o conhecimento, o que por si só já é bom, mas melhor ainda se você puder unir o “útil ao agradável” não é mesmo?

    As vezes você escolhe uma pós EAD por ser mais acessível financeiramente, mas é importante cogitar uma pós presencial pois o que parece mais caro pode acabar sendo um investimento!

    No meu caso, com as parcerias que eu fiz, a pós saiu de graça, pois se eu não tivesse feito, não teria conhecido os parceiros que são meus parceiros até hoje e que me proporcionam receita no escritório.

    Não fazer pós é uma opção?

    No meu ponto de vista: Não.

    Hoje a advocacia está em constante evolução e cada vez temos mais cursos de direito sendo aprovado no Brasil e consequentemente teremos mais advogados, e isso por si só não é ruim, afinal de contas não acredito na concorrência entre advogados.

    Porém, se você “parar” na graduação, talvez isso faça diferença no futuro.

    E qual pós graduação fazer?

    Se você não tem definido qual é a área que você quer se especializar, escolha uma pós que vai te proporcionar conhecimentos gerais na carreira em si, como, por exemplo, Processo Civil ou Direito Civil, que te proporciona um conhecimento geral sobre assuntos que você utilizará em todas as áreas da advocacia.

    Porém, o melhor é tentar definir um nicho de mercado que você quer se tornar especialista. Para mim, sempre foi muito claro que eu queria focar no Direito Empresarial.

    Espero que goste, e comente se você tiver alguma opinião sobre o assunto!!

    Ah, e eu tenho compartilhado bastante conteúdo sobre Carreira na advocacia, gestão de escritório, precificação de honorários e outros assuntos correlatos no meu Instagram, se isso te interessar, me segue lá! @matheusadrianopaulo

    Um abraço e uma excelente semana!

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